quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Preguiça II


Ontem constatei mais uma vez, que para tantos males , se não quase todos na vida, rir é o melhor remédio! fui ao teatro ver uma comédia encenada ainda pelo já falecido António Feio e adorei. Se me esquecer que ia perdendo a voz de tanto tossir e rir ao mesmo tempo e as dores de barriga das gargalhadas melhor.Surpresa boa!Obrigada!
Claro que não é por isso que estou mole e dengosa hoje. Ontem não dormi em casa e se fechar os olhos ainda consigo ouvir a banda sonora da musica, ainda consigo sentir a temperatura da sala e os meus pés gelados, ainda consigo cheirar o teu perfume e o toque quente dos teus lábios, pousando suavemente sobre a minha pele e o teu olhar enquanto conversávamos banalidades, que serviam apenas para acertar agulhas e começar de novo e não cumpriam as promessas de amor eterno que no fundo gostaria de ouvir.
Mas a luz estava a meio gás,o ar quente, as nossas sombras tão bonitas, e a verdade que me disseste, pode não ter sido a que mais queria ouvir, mas foi a tua, e só por isso gostei.Porque por uma vez que seja te despiste de preconceitos e falámos mais abertamente, com cumplicidade. Podes não ter encontrado o caminho mas pelo menos sabes que não queres fugir dele, nem percorre-lo sozinho.Eu disse-te e digo que não gosto de pessoas perfeitas, agrada-me gostar do melhor e do pior em cada um e rir-me desses defeitozinhos que não matam mas moiem. Agrada-me o caminho percorrer, o caminho do conhecimento e do domínio do outro.
Por isso hoje estou em "pause", estou a digerir os bons momentos e a situar-me nisto tudo. Apetecia-me ter-me rendido á preguiça e ter ficado contigo na ronha, apetecia-me conchinha, apetecia-me ninho, apetecia-me lençois quentes a deslizar na pele e ir adiando o toque do despertador, a dormir, a acordar...a sonhar!...

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