gente vai, gente vem. Neste corropio cruzamo-nos as vezes com pessoas que valem a pena, mas que vão. Outras vezes ficam as que não queremos que fiquem.
Vou dormir. 3 horas é média boa para quem quer alcançar a delinquencia antes dos 40. Tou quase lá! não sem antes dar um beijo ao meu anjinho... e acariciar-lhe a cabeça. Numa festinha apenas a sua cabeça quente emana toda a calma do mundo.Um mundo tão puro e tão bom. E é tão bom ser ainda o mundo de alguém...
Não tem de haver motivo ou razão. Tem de haver, sim, uma inquietação, um nervoso miudinho de escrever palavras soltas, muitas vezes desprovidas de interpretação, mas que são a impressão digital, lavrada a tinta da alma do escritor. Papel químico do seu pensamento.
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Heart of Scars
"No meu coração de menina guardo muitos desejos. O primeiro é que os homens sejam cada vez melhores. O segundo é que as pessoas vivam sempre alegres e todos fiquem contentes com o pão de cada dia. Peço-vos pelo meu papá e mamã. E pelos papás e mamãs dos outros meninos, para que nunca andem zangados e vivam sempre unidos. Fazei que não hajam guerras, nem sequer nos livros. E que no mundo onde estamos nunca mais se oiça chorar uma criança."


Esta era a oração de menina que eu tantas vezes rezava em pequenina. Tem graça como é tão simples tudo assim. Hoje, mais velha e provavelmente mais densa e complicada, sei que é nesta simplicidade que reside a importancia real da vida.
Hoje, contudo, pediria mais. Pediria também um mundo onde aqueles que passam pela nossa vida assumissem um papel, proporcional ao tempo que lhes dedicámos ou aos sentimentos que com eles passámos. Ou á importancia que tiveram, em tempos. Gostava de ter um património mais rico daqueles que já foram intimos. Pediria apenas um lugar, a meio caminho da intimidade e da amizade, uma medalha de nivel do profundo interior que tocaram em nós. Um lugar sem lugar para ressentimentos, sem ciumes dos namorados, um lugar um pouco mais digno que a cicatriz que nos deixaram para sempre, no coração. Uma amizade que compensasse a entrega de outrora. Que fizesse jus aos momentos. Ás cumplicidades. Que permitisse ligar sem ser nos anos e no Natal, sem risco de interpretações dúbias das nossas intenções.
Preocupo-me assim com várias pessoas que por mim passaram. Independentemente do rumo que a historia seguiu, tenho o privilégio de ser uma mulher bem resolvida e de encontrar sempre uma flor, mesmo no mais árido deserto. E porque a vida deveria ser esse pot-pourri multifloral,de flores que colhemos, de perfumes que gostámos mas já não usamos, tenho pena, muita pena, que no desfecho de uma história se perca sempre quase tudo. E que do bom que conhecemos e conquistámos, quase tudo, nos sirva de nada. Uma mão cheia de nada que não apenas o nosso conhecimento interior ou o nosso crescimento. Parece-me pouco, ainda assim.
Tenho saudades de várias pessoas. Se me passou o amor ou outro tipo de encanto que tinha por elas, não passou porém, os gostos , graças e particularidades que me aproximaram delas e que continuamos a partilhar, ainda hoje. No entanto tratamos a maioria da mesma forma. Como a cicatriz do coração que não dói, mas que não se deve mexer, a menos que com muito cuidado e delicadeza.
Sou humana. Se isto é defeito..."mea culpa". Mas tenho pensado em ti. Pensado no que andarás a fazer, como está o trabalho, a familia ou a saúde. Ou como estará a tua irmã, ou a tua vida, estarás bem? feliz? Que mal há nisto? No entanto a vida e o mundo obrigam-me a ficar calada alertando-me "que é o melhor a fazer". Eu não sou assim nem nunca serei. Nunca me amedrontei com as relações humanas e sempre acreditei que apenas nos levam numa direcção se quisermos ir. Talvez por isso não entenda este medo dos outros. Não consigo reduzir alguém a uma cicatriz apenas.
Por isso rezo. Sob pena de não magoar ninguém, ou talvez para não correr o risco de o fazer. De forma que, se em algum momento te lembrares de mim, saibas que também penso em ti e me preocupo que também estejas feliz. Sim, eu não sou um montro insensivel que todos parecemos ser, que de um dia para o outro gela e descarta tudo o que de bom conheceu. No fundo, espero que estejas tão feliz como eu. Só lamento não poder partilhar contigo, de forma diferente, os gostos que nos uniram.
"Que num mundo proximo sejamos todos amigos..."
Ficam assim arrumadas as relações passadas. Mal arrumadas a meu ver. Mal arrumadas, mas resolvidas. Ficariam muito melhor em gavetas fechadas, mas não trancadas a medo.
Hoje são meras cicatrizes indolores, como tatuagens,mas que marcarão para sempre o nosso coração.


Esta era a oração de menina que eu tantas vezes rezava em pequenina. Tem graça como é tão simples tudo assim. Hoje, mais velha e provavelmente mais densa e complicada, sei que é nesta simplicidade que reside a importancia real da vida.
Hoje, contudo, pediria mais. Pediria também um mundo onde aqueles que passam pela nossa vida assumissem um papel, proporcional ao tempo que lhes dedicámos ou aos sentimentos que com eles passámos. Ou á importancia que tiveram, em tempos. Gostava de ter um património mais rico daqueles que já foram intimos. Pediria apenas um lugar, a meio caminho da intimidade e da amizade, uma medalha de nivel do profundo interior que tocaram em nós. Um lugar sem lugar para ressentimentos, sem ciumes dos namorados, um lugar um pouco mais digno que a cicatriz que nos deixaram para sempre, no coração. Uma amizade que compensasse a entrega de outrora. Que fizesse jus aos momentos. Ás cumplicidades. Que permitisse ligar sem ser nos anos e no Natal, sem risco de interpretações dúbias das nossas intenções.
Preocupo-me assim com várias pessoas que por mim passaram. Independentemente do rumo que a historia seguiu, tenho o privilégio de ser uma mulher bem resolvida e de encontrar sempre uma flor, mesmo no mais árido deserto. E porque a vida deveria ser esse pot-pourri multifloral,de flores que colhemos, de perfumes que gostámos mas já não usamos, tenho pena, muita pena, que no desfecho de uma história se perca sempre quase tudo. E que do bom que conhecemos e conquistámos, quase tudo, nos sirva de nada. Uma mão cheia de nada que não apenas o nosso conhecimento interior ou o nosso crescimento. Parece-me pouco, ainda assim.
Tenho saudades de várias pessoas. Se me passou o amor ou outro tipo de encanto que tinha por elas, não passou porém, os gostos , graças e particularidades que me aproximaram delas e que continuamos a partilhar, ainda hoje. No entanto tratamos a maioria da mesma forma. Como a cicatriz do coração que não dói, mas que não se deve mexer, a menos que com muito cuidado e delicadeza.
Sou humana. Se isto é defeito..."mea culpa". Mas tenho pensado em ti. Pensado no que andarás a fazer, como está o trabalho, a familia ou a saúde. Ou como estará a tua irmã, ou a tua vida, estarás bem? feliz? Que mal há nisto? No entanto a vida e o mundo obrigam-me a ficar calada alertando-me "que é o melhor a fazer". Eu não sou assim nem nunca serei. Nunca me amedrontei com as relações humanas e sempre acreditei que apenas nos levam numa direcção se quisermos ir. Talvez por isso não entenda este medo dos outros. Não consigo reduzir alguém a uma cicatriz apenas.
Por isso rezo. Sob pena de não magoar ninguém, ou talvez para não correr o risco de o fazer. De forma que, se em algum momento te lembrares de mim, saibas que também penso em ti e me preocupo que também estejas feliz. Sim, eu não sou um montro insensivel que todos parecemos ser, que de um dia para o outro gela e descarta tudo o que de bom conheceu. No fundo, espero que estejas tão feliz como eu. Só lamento não poder partilhar contigo, de forma diferente, os gostos que nos uniram.
"Que num mundo proximo sejamos todos amigos..."

Ficam assim arrumadas as relações passadas. Mal arrumadas a meu ver. Mal arrumadas, mas resolvidas. Ficariam muito melhor em gavetas fechadas, mas não trancadas a medo.
Hoje são meras cicatrizes indolores, como tatuagens,mas que marcarão para sempre o nosso coração.
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
terça-feira, 6 de setembro de 2011
Una musica brutal
Há coisas na vida pelas quais sentimos tal encanto ou pelas quais somos seduzidos de tal forma, que a nossa passagem pela terra não faria tanto sentido se dela não participássemos um dia. Coisas que vamos adiando, ano após ano, sob desculpas rafeiras , deixando-nos o suave amargo de boca da gente preguiçosa que vê o tempo da vida, como areia, a escapar-nos pelas mãos e percebe que tudo assim passará passivo e sem causar impacto na nossa vida, sem riscos, mas também sem beneficios ou histórias para contar. somos todos assim, por vezes. É por isso que é tão bom correr atrás daquilo que nos apaixona, nos deixa a boca seca e o coração acelerado, e ás vezes nos tira o sono mesmo em noites de exaustão.Sim, falo da pica, do tesão das pequenas coisas que nos fascinam, encantam, captam e fazem sentir-nos mais vivos, mais humanos, mais participativos e com o sangue mais quente que a imensidão de gente viscosa e morna que conhecemos. Falo do brilho do olhar, do estalar dos dedos e da gargalhada que se solta. Falo do olhar perdido e do sorriso pateta, falo de paixão e falo do poeta. Falo de coisas sem fim que nos fazem vibrar e que estamos sempre a adiar, e que no fim da linha nos devolvem a melhor gargalhada que podiamos sonhar, o sono mais descansado, o tal brilho no olhar baço e distante, com que olhamos para tudo o que é desinteressante e nos rodeia. Tenho tanto isto.Tenho tanto a lagrima no olho que se solta, fácil fácil, quando vejo um por do sol na minha cidade a morrer no rio. o olhar que fica estático a beber as danças dos outros e não as minhas, porque as minhas não arranjo eu tempo para as fazer, tempo esse que digo que não tenho, mas tenho para aquilo que não me dá prazer. Huum...um flamenquito bem bailado, um desenho esgalhado num caderno velho de cigarro na mão, o fumo a entranhar nos cabelos e a sair do pulmão, cheio de cores que vão para o papel, pintado, raiado da aguarela da vista da tua janela.
Huum...o som da guitarra, os acordes a soar no ouvido, o dia inteiro a ouvi-la e a tua voz, que serão tão bom o nosso. E o registo, a fotografia? a adrenalina que se esvai num momento, num dia, em que o clic da maquina ecoa pelo ceu, e registo aquele momento tão dela, ou então tão teu...que bonito. É tanto o que podia transbordar para aqui, um coração cheio que lateja solto, esta inspitração que me assalta e me rouba a razão, tão bom,e deixá-la correr, ao som das teclas ou ao riscar da pena,o que interessa? Mas hoje( que o mal desta menina é este, o da fuga á realidade e ao cerne da questão), hoje falo da musica, de uma musica brutal, que me faz sangrar a alma como o flamenco e colar a barriga ás costa de emoção. Falo do Tango, essa musica, ritmo, dança...brutal. Argentino, coisa e tal, tinha de ser, pois claro, o genuíno como não há igual. É hoje que não me escapas," Y hablando argentino sé que me atraparás para siempre, entre calles y esquinas no caminadas por nosotros, pero soñadas, las que un dia habemos de caminar, en tu Buenos Aires querido". Isso, esse sotaque, essa imagem, é das tais, é um momento, um momento mais, que sai cá de dentro e me arrepia.
É mais um grito da alma, talvez só mais um, mas que no final do dia ou talvez da vida , de pança cheia, não arrependida e de preferencia ao teu lado para que comigo possas partilhar tudo isto( ainda que no final dos nossos dias) nos permita dizer com aquele sorriso de quem recorda uma memória doce...: "isto é que foi uma vida vivida!"
Huum...o som da guitarra, os acordes a soar no ouvido, o dia inteiro a ouvi-la e a tua voz, que serão tão bom o nosso. E o registo, a fotografia? a adrenalina que se esvai num momento, num dia, em que o clic da maquina ecoa pelo ceu, e registo aquele momento tão dela, ou então tão teu...que bonito. É tanto o que podia transbordar para aqui, um coração cheio que lateja solto, esta inspitração que me assalta e me rouba a razão, tão bom,e deixá-la correr, ao som das teclas ou ao riscar da pena,o que interessa? Mas hoje( que o mal desta menina é este, o da fuga á realidade e ao cerne da questão), hoje falo da musica, de uma musica brutal, que me faz sangrar a alma como o flamenco e colar a barriga ás costa de emoção. Falo do Tango, essa musica, ritmo, dança...brutal. Argentino, coisa e tal, tinha de ser, pois claro, o genuíno como não há igual. É hoje que não me escapas," Y hablando argentino sé que me atraparás para siempre, entre calles y esquinas no caminadas por nosotros, pero soñadas, las que un dia habemos de caminar, en tu Buenos Aires querido". Isso, esse sotaque, essa imagem, é das tais, é um momento, um momento mais, que sai cá de dentro e me arrepia.
É mais um grito da alma, talvez só mais um, mas que no final do dia ou talvez da vida , de pança cheia, não arrependida e de preferencia ao teu lado para que comigo possas partilhar tudo isto( ainda que no final dos nossos dias) nos permita dizer com aquele sorriso de quem recorda uma memória doce...: "isto é que foi uma vida vivida!"
and if I could choose?
This isn´t about you
or about me
this is about souls that always meet in the end
and once in a lifetime.
This is about being with open eyes, open mind
and free to believe in everything.
we can also choose separate ways,
or we can choose our way.
The only way!
the truth is...
we can´t choose
we can´t escape
this is our path
the only one we can run through
the only that could give us the sweet taste
sometimes bitter
but real taste
of a true LOVE
or about me
this is about souls that always meet in the end
and once in a lifetime.
This is about being with open eyes, open mind
and free to believe in everything.
we can also choose separate ways,
or we can choose our way.
The only way!
the truth is...
we can´t choose
we can´t escape
this is our path
the only one we can run through
the only that could give us the sweet taste
sometimes bitter
but real taste
of a true LOVE
Subscrever:
Comentários (Atom)