terça-feira, 21 de junho de 2011

Summer Time



Apareces sorrateiro e susurras-me ao ouvido:

- O que te apetece este verão?

- Branco gelado,
creme no meu corpo
bem bronzeado..
copo na mao!
Brindes á lua
nos fins de tarde...
Pores do sol
sob a pele que arde...

Sal no cabelo
que cheira a maçã...

Reforças de novo
- Que que apetece?

- Traz-me um mojito com muita hortelã!...
ou noites compridas,
corpos suados
...O vento quente daquela manhã
sorrisos rasgados...

Sorris e perguntas:
- Tens a certeza no que te metes?
Sorrio e respondo:
- Queres que comece?...
(Acenas que sim)

...Prefiro antes a espuma
que o mar aquece
Antes a lua
quando anoitece
Antes o calor
de uma noite de amor
qual brisa quente
que não esmorece

Queres que te diga o que me apetece?
(Assentes que sim)
Despertar suave...
dias sem fim...

Ter-te mais tempo ao pé de mim!

Saturday night fever

Hoje este post é dedicado ao Alfaiate.
Sempre pensei que a arte é um conceito muito vasto, mas que em si, leva sempre e invariavelmente á interpretação da criatividade do artista, á materialização do seu pensamento e inspiração, o que pode gerar variadas interpretações e opiniões,mas que sempre, e repito sempre, deve causar algum tipo de impacto em quem a vê.
É esse o objectivo da arte. Por parte de quem cria, um exercício de extravasamento interior, de explosão criativa, de partilha com os demais. Há sempre uma face exibicionista do artista que quer ser reconhecido pelos seus pares. De bom exibicionismo. Por outro lado, da parte de quem procura, vê ou recebe, há sempre uma busca de inspiração, ou de aprender alguma coisa,tentando entrar na cabeça e alma do artista e tentar "ler" o seu pensamento, a sua visão criativa.
O Alfaiate Lisboeta, não é um mero fotógrafo, aliás, penso que como fotógrafo tem, por vezes, detalhes técnicos que alguém que fotografe consegue perceber que não estão perfeitos. Ás vezes longe disso. Mas o seu objectivo naõ é, a meu ver, esse. Aquilo que passa é muito mais que detalhes como se a fotografia tem ou não boa profundidade de campo, se o ponto de focagem está ou não bem centrado, ou se a abertura é a ideal...
A sua visão vai muito mais além e é nesse encanto que reside o seu trabalho. A capacidade de, através de uma fotografia nos passar a sua visão, sociológica, critica, ou simplesmente receptiva da diversidade de estilos, pessoas, atitudes que nos chegam através da sua objectiva. A capacidade de encontrar encanto numa figura humana e não saber explicar porquê.Ou de saber verbalizar porquê.
A riqueza do trabalho é multifacetada. Ir ao seu blogue é um exercicio criativo, ao tentarmos perceber o que lhe passou pela cabeça ao fotografar determinada pessoa, ao tentarmos nós fascinarmo-nos com o mais pequeno detalhe da fotografia, ao tentar absorver o "mood",ou a onda de quem é fotografado e que vai muito para além da qualidade do fotógrafo ou da roupa dos modelos...
Mais, hoje posso dizer que as suas fotografias espelham muito mais que uma análise de moda ou sociológica...espelham emoções.E digo-o por experiencia própria, ao ver as minhas, naquela noite, tão bem registadas naquela fracção de segundo. Afinal é disso que se trata quando procuramos a arte, seja ela apresentada em que forma for. A capacidade de sairmos da nossa zona de conforto, de nos questionarmos, de nos provocarem emoções diversas. Parabéns Zé! Podes não ser o melhor fotógrafo do mundo,mas captas a alma alheia como ninguém! Tens,de forma absoluta, o "je ne sais quoi" necessário a quem quer ver mais além...Eu chamo-lhe genialidade!
a capacidade de fazer jus, sem alguma dúvida,á máxima:" uma imagem vale mais que mil palavras"

domingo, 19 de junho de 2011

Musicas que nos transportam...

O amor inspira: this is why life is worth living

Obrigada meu amor...
pelos sorrisos, pelas gargalhadas
pelos olhares, pelas palhaçadas
pelos cantarolares de serão

Obrigada meu amor...
por momentos que ficarão!

Pelas velas,
pelos cheiros,
pelas palavras singelas,
por aqueceres o meu coração!

Pelos passeios, conversas,
pela mão entrelaçada,
pelo vinho, pelo mar,

obrigada meu amor...
que me fizeste sonhar.

Pela musica, pelo olhar
pelo espaço que é só teu,
E que sabes tão bem partihar.

Obrigada meu amor...
por redescobrir o que é meu!


Pela calma, serenidade, com que brindas cada dia.
Por calcorrear a cidade
pelas noites de magia!
Pela tua cumplicidade...

Pela alegria quando te vejo
obrigada meu amor, pelo teu beijo!

Pelos suspiros, lencóis
amarrotados ao luar
que entra pela tua janela...
pelos momentos só nossos,
pela vista que é tão bela!
...
pelos pequenos almoços!

Obrigada meu amor...

Por te ver assim tão nu
despido de preconceitos
sem defeitos,
sem medos...

Obrigada meu amor...
por guardares os meus segredos!

Por tudo e por nada!
por te entregares por inteiro
(do fundo do meu coração...)
obrigada!

só TU
para me fazeres sentir de novo EU
neste amor tão verdadeiro
tão puro
tão nobre
mas acima de tudo...

tão TEU!

segunda-feira, 13 de junho de 2011

"We cannot escape from each other": Alma despida


Como bruma nocturna, leve e sedosa,
insinuaste-te, e caprichosa,
enevoaste os meus sentidos.
Entraste, sem pedir, no meu pensamento
e passaste a ser música, momento vivido,
memória inconstante do que não se viveu.
Promessa, fantasia, conversa escondida. A voz que ecoa na sala vazia. O beijo
de desejo que ainda não se deu.

A minha alma despida por um gesto teu.

E ver-te escapar-me das mãos, como água que flui lentamente e segue o seu caminho, ver-te sair, de mansinho
fez-me cravar as unhas, parar,
questionar o aqui e o agora e talvez... constatar:
Sem querer estavas lá.
Não me deste hipotese de escolher. Não me permitiste que te quisesse apagar.
Tive de me render...

Perdida e encontrada,em mim
Consegui impedir, que toda a água fluísse, que tudo se escapasse, e pela cauda prendi-te, na esquina da tua fuga, como se nada se passasse.
E assim recuperámos o tempo perdido,
os beijos adiados,os projectos por sonhar...

Voltaste suave
Voltaste sempre, seguro e gentil,
como se nunca tivesses deixado de estar,
como se apenas estivesses estado calmamente,
e em algum momento, latente,
á espera do meu despertar!

quarta-feira, 8 de junho de 2011

A música que ficou no ouvido...

Há dias em que sabemos o que queremos, sabemos o que nos apetece, mas desconhecemos a situação, o outro, as circunstancias e afins. Cria-se um ambiente de surpresa, de descoberta, de alguma cerimónia mas muita graça e, ajudados ás vezes por um cigarro e uma garrafa de vinho que se abre, a tensão começa a descer, para entrarmos num estar relaxado, aberto e receptivo, a tudo o que queremos ouvir e absorver.
Ontem não abrimos uma garrafa de vinho, mas sem duvida a garrafa de champanhe e o cigarro fumado lentamente na tua varanda, com o tejo a espelhar já uma lua, tímida, que se erguia lentamente no ceu, ajudaram a que toda a conversa começasse a fluir. E se o teu discurso era de questão e duvida, rapidamente , pela transparência das minhas palavras, diluiu-se e desfez qualquer inquietação. Foi assim que "abrimos as hostilidades". A musica ecoava por toda a casa, trazendo-me memórias de outros tempos. Olhava para ti, ás vezes desengonçado e cerimonioso, na tentativa de que nada falhasse na minha recepção.Conversámos, como se fossemos amigos de longa data, ainda que sentisse que exercesses um domínio sobre ti para não correr o risco de dar um passo em falso e estragar aqueles momentos deliciosos, em que duas pessoas se conhecem, se experimentam e se testam, dando o passo seguinte com o cuidado de quem caminha na corda bamba. Lembro-me do cheiro das tuas ervas aromáticas e do livro de cocktails que te dei aberto na página do gin fizz. Lembro-me de olhar para ti e teres sorrido, como se tivesses sido apanhado e de ter sentido algum conforto de pensar que ao menos já o tinhas folheado.O mangericão podia ter sido o aroma da noite se tivesse que a desdobrar nos 5 sentidos, pelo aroma que adoro e por me lembrar os mangericos dos santos , que estão á porta, mas a hortelã afirmou-se como a grande cúmplice da nossa noite. Foi a estrela principal do mojito, da minha autoria, e das pastilhas que comemos depois do jantar,cujo aroma mais tarde partilharíamos em beijos frescos e doces...
Sempre adorei cozinhas. São o centro frenético de actividades de uma casa. é o unico local que pode reunir em si,quase tudo o que se pode fazer em casa, socialmente falando. Nas cozinhas cozinham-se pratos, cozinham-se amizades, conversa-se, explora-se, educam-se os filhos, fumam-se cigarros, petiscam-se gargalhadas entre pratos e cozinham-se paixões, tudo enquanto o cozinhado, verdadeiro está no forno...ou em lume brando...
Jantámos. A mesa desprovida de toalha , velas ou centro de mesa, insinuava a ideia de um jantar á primeira vista frio e impessoal, que face á desculpa do anfitrião ser um homem e graças a um bom tinto para aquecer, rapidamente foi posta de parte. Foi um bom jantar. Longe dos pretensiosismos que em nada te caracterizam, fizeste-me um jantar simples mas saboroso. Em equipa vencedora não vale a pena mexer.
o cansaço dos ultimos dias acumulados, a musica e o segundo copo de vinho faziam-se sentir no peso das minhas pálpebras e pedi-te um café.
Não sei precisar quando se quebrou o gelo e nos enroscámos em beijos e olhares e suspiros...mas lembro-me que uma vez mais,que "chasing cars" podia ter feito parte do line-up. A Playlist era original, era verdadeiramente tua e isso tem tudo para ter mais encanto. Apesar de alguns momentos de insegurança e algum medo, de perder o pé, de me magoar ou de uma vez mais ver as minhas expectativas frustradas, consegui, em alguns momentos espelhar o que sentia, em silencio. Perguntaste-me em que pensava...não te disse.
Os segredos mais íntimos da minha mente são só meus. Aqui e agora posso dizer-te. Pensava em como era mesmo aquilo e mais nada que eu precisava, ali, naquele momento. Um momento de silencio, um olhar que diz tudo sem proferir uma palavra, o calor da tua pele encostado na minha, um sorriso timidamente escondido com vontade de rasgar e tudo isto fundido num abraço de duas almas que parecem encontrar-se tão bem.... vale mais que mim palavras.
Hoje posso dizer, parafraseando o teu conceito e sentido de vida, que ontem encheste o meu litro, sem qualquer tipo de duvida.
Obrigada ás estrelas, por cruzarem os nossos caminhos.

Musicas que nos transportam...

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Testemunho sem razão

Serve o presente post para clarificar. Escrevo para mim. Escrevo para exorcizar a minha imaginação inquieta e desajustada, para soltar os demónios que há em mim. Escrevo porque tenho saudades minhas! para tentar não perder o que no dia a dia me esgota, mas não me mata. Escrevo porque sou eu. Escrevo porque serei sempre a eterna insatisfeita e a insaciável pessoa dos porquês, que todos os dias se descobre, que quando menos está á espera se deslumbra, com a coisa mais simples que passa despercebida aos olhos dos outros. Escrevo porque estou em constante mudança. E porque me agrada a continuidade as coisas. Gosto de me rever, de explorar o meu percurso, de ter este segredo só meu...ou quase. Escrevo para mim...para ti e para aqueles que acabo de conhecer, para não mais me esquecer de como naquele dia, momento, algo me marcou.São as minhas pontas soltas, as minhas fragilidades,as minhas conquistas, o meu percurso mais sinuoso ou simplesmente o meu desabafo. Escrevo pela minha essencia que não quero que mude....escrevo porque sim, porque ás vezes sou não e outras talvez...escrevo, penso e sonho, porque foi assim que Deus me fez...