
É tão fácil deixarmo-nos levar...deixar que seja a intuição, o corpo e os cheiros a decidirem por nós, quando estamos com alguém, no dia a dia presente. Esquecermos o nosso lado intelectual e sermos somente intuitivos, animais, guiados apenas pelo instinto, não necessariamente primários, mas decididamente emotivos e guiados pelos 5 sentidos...
Quando existe uma sintonia assim entre dois seres, as palavras que ás vezes custam a sair, deixam de fazer falta e fundem-se num pensamento, num olhar que por si chega para aproximar dois corpos. As íris lêem-se, os lábios percorrem caminhos conhecidos e unem-se numa dança cuja coreografia pode mudar, mas os dois em uníssono, em conjugação e sintonia perfeita. Saõ relações do hoje, não do amanhã. Não há projectos de vida em comum. Não há sonhos a longo prazo. Só o agora, o já, porque é agora que apetece. Mas deixamo-nos levar, dia a dia, nesta ronha sexy e indolente de amar e ser amado, com acordares em negligée e cabelo desalinhado, lencois amarrotados e camas fofinhas, corpos quentes em conchinha e almofadas que cheiram a mistura dos perfumes e corpos. Parece tão pouco mas é tão bom todos os dias, como uma droga, que não nos traz vivencias reais nem futuro nem boas recordações, mas fisicamente dependemos dela, gozamos com ela, tiramos prazer dela.
E aqui estou eu, a trabalhar, mas a acebça lá, no edredon branco quentinho, e o teu corpo suado, e as fronhas amarrotadas. A luz entra no quarto por uma brecha de persiana que ficou aberta e franzo o sobrolho para fugir da luz, quero acordar devagar. Ainda oiço a tua respiração longa e profunda, que me acalma e envolve ao mesmo tempo. Se me concentro muito nela acaba por me excitar.Arrepiam-me as pontas dos teus dedos a passar na minha perna e aninho-me um pouco mais. Sinto-te quente, sinto-me segura, apetece-me dormir mais um bocado mas o desejo sobrepõe-se a tudo e começo a beijar-te devagarinho. Abraças-me preguiçoso ainda a dormir.Olho para ti e questiono-me se no teu sono tranquilo terás uma décima das preocupações que tenho, provavelmente não. Nós as mulheres temos cabeças complicadas e sofremos por antecipação. Mas naquele instante, apetecia-me entrar no teu subconciente e responder ás minhas perguntas. O que queres de mim, que fazemos aqui os dois. Para além do despojar de corpos que se atraiem com um magnetismo incrivel, para alem de conversas e piadas superficiais, de valores em comum, que temos nós? falta-nos consistencia, estrutura, esqueleto ou argamassa, falta-nos uma história, um projecto que nos envolva os dois com igual empenho.
Como sempre ficam as perguntas...acabo sempre mais perdida do que começo, mas como sou fraca de carne e de espírito, enrosco-me em ti, fecho os olhos e tento adiar o inadiável.Amanhã logo penso nisso.Viver Carpe Diem ou pensar no amanhã? Um dia chego a velha e ainda me revejo, tristemente, no somatório destes momentos fugazes, que me encheram o coração de paixão, mas os quais nao posso partilhar um dia com os meus netos, se os tiver...
Quando existe uma sintonia assim entre dois seres, as palavras que ás vezes custam a sair, deixam de fazer falta e fundem-se num pensamento, num olhar que por si chega para aproximar dois corpos. As íris lêem-se, os lábios percorrem caminhos conhecidos e unem-se numa dança cuja coreografia pode mudar, mas os dois em uníssono, em conjugação e sintonia perfeita. Saõ relações do hoje, não do amanhã. Não há projectos de vida em comum. Não há sonhos a longo prazo. Só o agora, o já, porque é agora que apetece. Mas deixamo-nos levar, dia a dia, nesta ronha sexy e indolente de amar e ser amado, com acordares em negligée e cabelo desalinhado, lencois amarrotados e camas fofinhas, corpos quentes em conchinha e almofadas que cheiram a mistura dos perfumes e corpos. Parece tão pouco mas é tão bom todos os dias, como uma droga, que não nos traz vivencias reais nem futuro nem boas recordações, mas fisicamente dependemos dela, gozamos com ela, tiramos prazer dela.
E aqui estou eu, a trabalhar, mas a acebça lá, no edredon branco quentinho, e o teu corpo suado, e as fronhas amarrotadas. A luz entra no quarto por uma brecha de persiana que ficou aberta e franzo o sobrolho para fugir da luz, quero acordar devagar. Ainda oiço a tua respiração longa e profunda, que me acalma e envolve ao mesmo tempo. Se me concentro muito nela acaba por me excitar.Arrepiam-me as pontas dos teus dedos a passar na minha perna e aninho-me um pouco mais. Sinto-te quente, sinto-me segura, apetece-me dormir mais um bocado mas o desejo sobrepõe-se a tudo e começo a beijar-te devagarinho. Abraças-me preguiçoso ainda a dormir.Olho para ti e questiono-me se no teu sono tranquilo terás uma décima das preocupações que tenho, provavelmente não. Nós as mulheres temos cabeças complicadas e sofremos por antecipação. Mas naquele instante, apetecia-me entrar no teu subconciente e responder ás minhas perguntas. O que queres de mim, que fazemos aqui os dois. Para além do despojar de corpos que se atraiem com um magnetismo incrivel, para alem de conversas e piadas superficiais, de valores em comum, que temos nós? falta-nos consistencia, estrutura, esqueleto ou argamassa, falta-nos uma história, um projecto que nos envolva os dois com igual empenho.
Como sempre ficam as perguntas...acabo sempre mais perdida do que começo, mas como sou fraca de carne e de espírito, enrosco-me em ti, fecho os olhos e tento adiar o inadiável.Amanhã logo penso nisso.Viver Carpe Diem ou pensar no amanhã? Um dia chego a velha e ainda me revejo, tristemente, no somatório destes momentos fugazes, que me encheram o coração de paixão, mas os quais nao posso partilhar um dia com os meus netos, se os tiver...