segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Wake up!

Há dias assim, em que as palavras não param de surgir e se o materializasse passaria a noite a desbobinar os pensamentos que me vão surgindo na cabeça, que mais parece uma maquina de fazer pipocas a saltarem!
Hoje saí do "pause". Estive, faz amanhã uma semana, em modo "observação". O resultado: pouco vi, pouco me comovi, pouco mudou a minha maneira de pensar. Sinceramente hoje acho que caguei. Cansei-me até de escrever coisas bonitas e pensar coisas bonitas. Dizer coisas bonitas e ouvir outras não tão bonitas ou simplesmente não ouvir. Sentir-me inferiorizada,no fundo "pouco", para alguém tão sublime. Honestamente, começo a achar que não há saco para aguentar isto e que, pelo menos para o meu feitio não dá. Sim , é verdade, gosto de me sentir especial, mimada, apaparicada e querida. Se não me sinto aos olhos dessa pessoa como será? se existe a máxima do anuncio da matinal que é " se eu não gostar de mim quem gostará" e a que eu faço jus, posso também inferir "se ninguém gostar de mim, então não faz mal,vão-se todos lixar que o que eu gosto de mim vale por todos!"
Tou farta de fritar a mioleira a pensar: devo dizer?, devo fazer? e se pressiono? e se parece que não gosto? e se parece que não invisto? vou ser querida! mas não posso ser melga! nao vou responder, vou ligar, vou? não vou! estou farta!!!!!Quero ser eu própria! quero que gostem de mim como eu sou! que se lixe o resto! a partir de amanhã assim será!vou dar se receber, vou ser querida se alguem merecer e só vou perder a cabeça com alguem que realmente valha a pena. Por falar nisso, vou para o meu sono de beleza, já curto para hoje, mais do tipo " express sleep".beijas!
e desculpem pela linguagem mais grosseira, mas há dias, em que porra,um gajo passa-se!

E tudo não passou de um sonho...

Há pessoas que imaginam a nossa história.É o que dá falar durante sonhos! Mas a maioria não lhes passa pela cabeça.As que imaginam não sabem nem metade, porque há muita coisa que irá ficar guardada para sempre entre as quatro paredes da tua casa e, principalmente, no nosso imaginário comum. A nossa amizade surgiu por graça, de uma fantasia comum e tornou-se na fantasia mais real que qualquer sonho tornado realidade se pode tornar. Hoje e aqui posso falar com sinceridade.A primeira vez que estive contigo a sós, pareceste-me bruto e pouco delicado com uma pessoa como eu.Não gostei da forma como me senti, ou como me trataste. Parecia um filme em fast-forward que não me saía da cabeça mas também não me tinha anulado a imagem inicial que tinha de ti. Foi por isso que voltámos a estar juntos, uma e outra vez. Apesar da experiencia inicial ter quebrado grande parte do encanto que á tua volta pairava, parte de mim encantou-se com a amizade e cumplicidade genuinamente puras que iam surgindo ao longo do tempo. Tudo isto porque nada devíamos um ao outro, e talvez por isso, a nossa vontade de estar, conversar ou de nos encontrarmos apenas, fosse verdadeiramente sentida e honesta. Quando não existem regras ou procedimentos protocolares que definam uma relação, então ela é desprovida de qualquer regra e atitude que deva ser esperada e muito menos cobrada.Ela alimenta-se do pouco que recebe e entra em auto-gestão. Talvez porque esta seja a relação mais livre que pode existir entre duas pessoas. Onde não cabe a mentira, porque não é necessário ocultar ou disfarçar a realidade, onde não cabe a cobrança, porque não há exigencias ou deveres a cumprir, onde não há o ciúme, porque ambos somos livres.Só há espaço para a verdadeira vontade que une duas pessoas naquele momento. É claro que este tipo de relação é utópica a longo prazo, porque o normal é que uma das partes se desinteresse ou então passe a exigir cada vez mais. Mas se a juntar a tudo isto há a surpresa de duas almas, que se descobrem tocar em alguns pontos muito parecidos,que partilham entre si um segredo e uma cumplicidade enorme, então o processo pode tornar-se num jogo perigoso...
Gostava de te conhecer melhor. Gostava de dormir apenas agarrada a ti. Gostava de ouvir as tuas inseguranças. mas sei que para lá de um café ou de um jantar, pouco será possível entre nós. O nosso rumo ficou marcado há quase 10 anos atrás e hoje pouco há a fazer. Conheces-me bem demais para apostares em mim como numa uma história nova.Temos amigos com os quais nunca poderiamos partilhar esses momentos. Conheço-te bem demais para depositar em ti a minha confiança ou para me deslumbrar. Penso que para alem daquilo que nos une, há uma peso grande sobre nós, que irá abafar qualquer réstia de sentimento que pudesse crescer para além do obvio que já possuímos e para além da enorme amizade: O peso da história que nos juntou. Hoje sinto que és dos meus confidentes mais queridos e mais sinceros e que partilhamos segredos que são só nossos. Há quem passe uma vida inteira sem construir uma história comum. Nós já temos a nossa. O somatório de todos os momentos juntos, conversas, mensagens, imagens e segredos. Isso já ninguém nos tira. Queria dizer isto aqui. Um sitio onde pudesse dizer o quanto gosto de ti e como o teu colo ás vezes é importante. E como me lembro de ti como se de um porto de abrigo se tratasse. Acredita. Tudo o resto vem por arrasto.O essencial está lá.És tu e estás lá se eu precisar. Não tenho nomes para definir este sentimento. Não é amor, não é paixão, não é apenas carinho mas também não se resume a amizade. Não importa, e isso hoje chega-me..

E um dia disseste: "E tudo não passou de um sonho"...

This is Me!

Há dias como o de hoje, em que nada aconteceu de especial, mas que foi o suficiente para ter o tal clic. Fico instrospectiva, meio perdida, sem saber muito bem qual é o meu caminho.Dias que não sei se o melhor caminho é a saída ou a entrada, a teimosia ou a fuga, dias cinzentos de alma. Não me sinto com energia para dar o grito do ipiranga, mas por outro lado há uma parte de mim descontente, exigente e frágil, que não se adapta a situações mal definidas ou pouco felizes e que procura em cada dia uma mudança para melhor e se debate por outro lado com uma personalidade que está conformada e ainda na expectativa, crente ainda de poder vir a ser surpreendida. É esta mesma dualidade que me define e me martiriza. A da indefinição, a da duvida entre agir e não agir, entre actuar e arrepender-se, entre acreditar e desistir, entre deixar o tempo andar para encontrar respostas ou nao perder mais tempo naquilo que não merece e que, sei eu, bem lá no fundo, não se irá desenrolar como eu gostaria, mas ainda quero acreditar que sim. No fundo , no fundo, sou uma romãntica, sonhadora, que não quer aceitar a realidade nua e crua como ela é. Que aprende lentamente com os próprios erros. No fundo odeio perder, perder a fé nas pessoas, na sua capacidade de me fascinar, de me prender e surpreender, perder a fé nas relações e nos sentimentos. Mas mais que tudo, o que alimenta esta minha personalidade é não querer perder a fé no Amor, no amor verdadeiro, descomplicado e puro, de duas pessoas que se querem, para além das inumeras qualidades que possam reunir, para além das inumeras compatibilidades que possuam ou de um mar de afinidades que as unam, que se querem porque sim. Porque há um sentimento ou uma força maior, que a própria razão desconhece,que mantém aquela chama acesa e faz parecer o acto de amar na coisa mais fácil e simples do mundo. Sem filmes, sem medos, sem jogos. Aquele em que no dia que deixarmos de acreditar podemos magoar-nos menos, mas que vai tornar a vida muito mais morna e insípida. O amor que nos faz revelar o melhor que há em nós. É este que faz o mundo girar! É por este que quero correr. Afinal é já um princípio, saber-se onde se quer chegar, só falta encontrar o caminho. Enfim, devaneios típicos de uma pessoa como eu...


quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Um Doente Especial

Há doentes que nos marcam. Ou porque existe uma empatia implícita desde o primeiro minuto, ou porque representam um qualquer caso raro que não nos aparece todos os dias, ou porque são seres detestáveis que nos fazem "quase" esquecer o juramento de hipócrates e enfiarmo-lhes com uma marreta na cabeça, ou porque nos "tocam" de maneira especial e nos sensibilizam de qualquer forma. Porém, há outros, há os doentes "aves -raras". Os aves-raras fazem parte do grupo das pessoas que não existem, só existem porque confirmamos que estão sentadas na nossa cadeira e continuam ali depois de nos beliscarmos.Caso contrário apenas existiriam nas historias da alice no país das maravilhas ou do Dragonball ou mesmo tiradas de um filme de terror tipo shining.
Hoje conheci uma ave-rara! são tão raros estes dias que merecem um post especial. Era como se sentiriam, se a meio de uma consulta, um doente em vez de se calar, ou de desatar a chorar ou demosntrar medo, apenas gemesse!E naõ é um gemido qualquer, não! Este senhor é a verdadeira porno-star dos doentes.Eu aposto que ele grava para uma qualquer linha erótica.Passo a descrever o diálogo :
A.R- Oh Doutura eu reajo mal ás anestesias!só para avisar!
Eu- Esteja descansado, eu vou picar devagarinho, não vai sentir nada
A.R-(inicio do gemido antes da agulha tocar na boca)- huum... huum.... Ãaaaannnnhh
Eu-está-lhe a doer?
A.R-huuuummmmmmm
Eu-quer que pare?
A.R-aah! aaah! aaahhhhh!ahhhaaaaaaaaaaaaaaaah!!!!!!!!AAAAAHHHH...HUUUUUMM(ouvia-se na clinica toda)
o homem continua a gemer até finalizar o suposto "orgasmo de dor" até eu despejar a agulha. No final pergunto-lhe, tentando-me controlar para não me desmanchar a rir á frente dele. " mas sente-se bem, está tudo bem?"resposta dele? - eu avisei que reagia mal ás anestesias!

Minha pergunta: já tinham tido um doente que reagisse á dor com um orgasmo bem gritadinho? eu não, mas tou sempre a aprender!e confirmei com colegas que já viram a criatura, e é o normal nele!
É que uma pessoa chega a sentir-se a mais por estar a partilhar este momento tão intimo com um estranho!!!Senti-me usada! olha agora qualquer gajo entra e tem um orgasmo e não se avisa, tenho de presenciar? não quero!há gajos com sorte....para a próxima ainda lhe pergunto: Então , diga lá...foi bom não foi?? e agora? posso trabalhar ou também quer um cigarrinho?oh meu Deus.....

Preguiça II


Ontem constatei mais uma vez, que para tantos males , se não quase todos na vida, rir é o melhor remédio! fui ao teatro ver uma comédia encenada ainda pelo já falecido António Feio e adorei. Se me esquecer que ia perdendo a voz de tanto tossir e rir ao mesmo tempo e as dores de barriga das gargalhadas melhor.Surpresa boa!Obrigada!
Claro que não é por isso que estou mole e dengosa hoje. Ontem não dormi em casa e se fechar os olhos ainda consigo ouvir a banda sonora da musica, ainda consigo sentir a temperatura da sala e os meus pés gelados, ainda consigo cheirar o teu perfume e o toque quente dos teus lábios, pousando suavemente sobre a minha pele e o teu olhar enquanto conversávamos banalidades, que serviam apenas para acertar agulhas e começar de novo e não cumpriam as promessas de amor eterno que no fundo gostaria de ouvir.
Mas a luz estava a meio gás,o ar quente, as nossas sombras tão bonitas, e a verdade que me disseste, pode não ter sido a que mais queria ouvir, mas foi a tua, e só por isso gostei.Porque por uma vez que seja te despiste de preconceitos e falámos mais abertamente, com cumplicidade. Podes não ter encontrado o caminho mas pelo menos sabes que não queres fugir dele, nem percorre-lo sozinho.Eu disse-te e digo que não gosto de pessoas perfeitas, agrada-me gostar do melhor e do pior em cada um e rir-me desses defeitozinhos que não matam mas moiem. Agrada-me o caminho percorrer, o caminho do conhecimento e do domínio do outro.
Por isso hoje estou em "pause", estou a digerir os bons momentos e a situar-me nisto tudo. Apetecia-me ter-me rendido á preguiça e ter ficado contigo na ronha, apetecia-me conchinha, apetecia-me ninho, apetecia-me lençois quentes a deslizar na pele e ir adiando o toque do despertador, a dormir, a acordar...a sonhar!...

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Inteligencia Emocional

Diz-se que o Q.I já é menos importante que o Q.I.E, ou seja, que o coeficiente de inteligencia emocional se sobrepõe já que reflecte a capacidade de uma pessoa usar a sua inteligencia num momento de stress ou quando é movido pelo seu lado mais emotivo. Traduzindo, a capacidade de uma pessoa estupidecer ou não numa situação emocionalmente desafiante!
Por isso , se és homem, queres impressionar e não queres que pensem que tens um QIE quase nulo, nunca, mas nunca, convides mais um casal de amigos ou familia para aquele jantar romantico em que era suposto estarem os dois a namorar ou a conversar derretidos !Nem a leves a jantar a casa dos primos!
Não há programa menos romântico!! Pelo amor da Santa escrevam-me as Guidelines de como seduzir "A SÉRIO" uma mulher! que meninos!

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

O mundo secreto dos blogues

Desde sempre fui uma rapariga diferente das outras raparigas da minha idade. Já na adolescência, quando as minhas amigas perdiam a cabeça em saídas e festas, eu era uma miúda calma, sonhadora e de amores platónicos. Adorava por um gira-discos antigo a tocar, musicas também antigas, descobertas no fundo do baú da minha mãe e que nada tinham a haver com as musicas que se ouviam no meu tempo.Lembro-me dos discos de vinil de musica country, de Adamo, Françoise Hardy e Joe Dassin. Perdia-me naquelas letras românticas tipo "i needed you " e "et si tu n´existais pas", para muitos chamada "musica para constituir familia" e deixava a minha mente deambular pelos meandros da minha complicada cabeça de típica adolescente do século XX.
Se tivesse vivido 20 anos atrás ou á frente não sei se teria sido diferente. Eu filosofava sobre todas as grandes questões da vida que não têm resposta fácil:Para onde vou, o que quero, quem sou, enfim, para muitos devia ser uma seca. Chorava baba e ranho do nada e lembro-me de me perguntarem "porque choras?" e eu dizia simplesmente" não sei!". A revolução hormonal exerceu em mim um cocktail de efeitos avassalador,que a minha sensibilidade, tão á flor da pele,permitia-me mudar de estado de espírito sem razão aparente e sem explicação lógica, nem sequer para mim própria. Sentia que não exercia um controlo absoluto das minhas emoções.
Hoje sinto que era, sem dúvida, a puberdade; Mas essa sensibilidade estrondosa que em mim brotava,gerava a matéria prima necessária à minha inspiração,que eu materializava sob a forma de desenhos, pinturas, poemas e afins. Aquilo sim eram tempos de verdadeira criatividade.
Hoje sou adulta, a puberdade passou há muito, mas sinto ainda esta necessidade de partilha, de deixar as ideias surgirem ao correr da pena, como gotas de chuva que não cessam sobre o papel, cada vez mais molhado.
Este cantinho é um exercício perfeito a essa sensibilidade bruta e pouco explorada em mim. Aqui desabafo, sonho e partilho. Aqui sou eu e ao mesmo tempo sou apenas a Ninfa de Papel.Aqui posso expor-me e não me expor.
Diariamente encontro esta cumplicidade ao ler outros blogues, como se de uma energia que nos movesse em comum se tratasse. Sinto que o simples acompanhar de blogues que me agradam, me transporta um pouco para a intimidade dos outros escritores ou bloguistas, que é um nome que não adoro. Como se partilhássemos um segredo, como se de uma irmandade se tratasse.
Há uma magia contida em cada post que se partilha, há um desnudar da nossa alma em cada pensamento que expomos, e há a tentativa de absorver, como uma esponja todas as sensações deliciosamente provocadas pela leitura do blog do lado, tentando descortinar quem é o ser que se esconde, por trás daqueles textos ou imagens...
É simplesmente viciante!

domingo, 23 de janeiro de 2011

Butts


Há quem goste deles gordos, grandes, tipo mulher melancia. Há quem goste pequeninos e ameninados.há quem goste deles em forma de pera e quem goste deles alçados.Há quem goste musculados e quem não se importe até com um bocadinho de celulite.Quem chame tábua aos pequeninos e pandeiro aos grandes.Durinhos, elásticos, provocantes, bronzeados, de prateleira... Milhares são os sinónimos do que é para muitos o maior objecto de desejo dos homens. Mas não se iludam, as mulheres também apreciam muito esta zona anatómica chamada desde rabo, cu, traseiro, rabiosque, cagueiro, pandeiro, peida, etc...Como tal, a Tashen aproveitou este feito e criou um livro que homenageia a tal zona, que só passou a ser oficialmente considerada sexy depois da liberalização do sexo anal.

A verdade é que os rabos têm quase vida própria! eles dançam danças sensuais á velocidade dos movimentos pélvicos, e podem ser ao mesmo tempo verdadeiros instrumentos de percurssão, como no samba!As nádegas têm a capacidade de se sintonizar com a musica e fazerem, apenas elas, a festa!e há curva mais bonita que a que define o vale da zona mais baixa das costas de uma mulher deitada e que aos poucos vai subindo como montanha que sobe a pique, até acabar numa planicie que volta a descer suavemente?Geografia fantástica a do nosso corpo não é?
Para não falar dos furinhos simétricos de cada lado, chamados e muito bem a quem os nomeou, buracos "sagrados"!não é humano quem nunca teve a tentação de " beliscar" uma nádega, é das boas coisas da vida!Daqueles prazeres que não têm preço!

Pois bem, eu confesso-me uma apreciadora da anatomia, e por isso tantas vezes desenho e tento criar essa beleza no meu papel, ainda que sempre aquém do verdadeiro modelo vivo. Pois bem , aos apreciadores como eu fica o aviso:" the big butt book" da Tashen.Para analisar "ao detalhe" 1186 nádegas que fizeram história!

A amizade é o amor mais verdadeiro

Estes dias tenho reforçado laços.Cada vez chego mais á conclusão que metade da nossa familia nos é dada por Deus e a outra metade somos nós que construímos.Eu tenho poucos mas grandes amigos.Há amigos que vêm desde os tempos de menina, há outros que conheço há pouco mais de um ano, mas parece que já passou por nós uma vida, tal é a empatia, a cumplicidade e a quimica que existe. Sem duvida que existe uma qualquer força maior, não sei se a divina, que faz com que alguém,ganhe para nós um significado especial, e tudo resulte tão bem de forma tão rápida. Não acredito em outras vidas, mas se existissem estava explicado, teríamos privado muitos anos juntos nesses tempos.Desta forma nem sempre é o tempo que mede a intensidade das relações de amizade. Há pessoas que são como almas gémeas que se tornam íntimas em meia duzia de meses, e não percebemos como nem porquê!Daqueles que me passam a mão na cabeça quando mais preciso como se dos meus pais se tratassem, os mesmos que podem passar meses que não falamos, mas parece que pressentem que não estou bem e aparecem quando mais preciso. Os mesmos com que me zango e faço as pazes e choro se me magoam. Os que me fazem rir á gargalhada e perceber que a vida é tão bonita e tem tanto por descobrir...
Este post é para voçês...para os da velha guarda e os novos.Principalmente para ti que estiveste comigo hoje e sexta e que és das pessoas mais altruistas que tenho conhecido.Sei que talvez precises tanto de mim como eu de ti, mas tens aquele dom de saber ouvir e aconselhar que poucos têm, e que, com o teu percurso atabalhoado de vida é de se tirar o chapéu.Obrigada pela paciencia que tens para mim, é que ás vezes tenho a noção que consigo mesmo ser uma seca, mas deixas-me tão á vontade que consigo ser eu mesma! És um ser fantástico que agradeço ter o privilégio de conhecer e poder privar.i just haven´t met you yet!!

Sunday bloody sunday ou with or without you?

Dia 2.Hoje é a ressaca.Não a ressaca de alcool, porque essa, graças a Deus há muito que aprendi a evitar, não bebendo demais. Mas essa ao menos dura um dia e passa. Hoje é outra ressaca, aquela de quem arrefece as ideias e que começa a sentir na pele o peso das suas decisões.Há uma coisa boa no meio disto tudo, uma conclusão a que todos devemos chegar nesta altura. É o timing de fazer "pause". De pensar para onde vou, o que eu quero e o que tenho de fazer. E agora tenho todo o tempo do mundo para pensar só em mim. Ser egoísta. Ler os meus livros.Fazer as minhas playlists.Pintar os meus quadros.Enfeitar o meu blog.Ir correr e danuviar as ideias e mais importante que tudo... dedicar-me a quem realmente precisa de mim e me motiva a ter força todos os dias da minha vida.

Fica este poema que serve de prefácio de um livro que li em tempos...

"Quando amamos alguém, não perdemos só a cabeça, perdemos também o nosso coração. Ele salta para fora do peito e depois, quando volta, já não é o mesmo, é outro, com cicatrizes novas.
E outras vezes não volta. Fica do outro lado da vida, na vida de quem não quis ficar ao nosso lado."

sábado, 22 de janeiro de 2011

As palavras que nunca te direi

6.51 da manhã. Quase a ver o amanhecer. Escrevo a esta hora porque é a hora dos tristes, a hora das saudades, a hora da casa vazia quando se chega de uma noite, que por mais divertida que seja, pode ter, nesta chegada, um final menos risonho.
Sei que não me pesa a consciência, sei que não tive culpa se não li os sinais da melhor forma, porque foi a forma que me foi apresentada e não me foi dada outra opção.Sei que mais vale agora que daqui a uns meses, por mim e por ela. Mas mesmo assim, sinto um aperto no coração. Porque no fundo, com medo de me magoar nesta história toda, nunca fui genuinamente EU. Porque nunca me entreguei a 100% com medo de ser apanhada na curva, porque no fundo, o maior medo que tenho, é que no meio de tanto medo, tenha sido eu a condicionar todo o comportamento dele, que a minha falta de investimento tenha levado aos poucos ao afastamento dele, e que se assim não fosse, talvez não se tivesse criado um fosso tão grande entre nós. Talvez nada tivesse acabado, ou não. O que me deixa maluca nestes casos é não dominar o pensamento do outro, não conhecer a massa de que se constitui.
Mas a verdade, é que apesar de tudo o que possa dizer, sinto um certo arrependimento velado. Sinto que ainda havia tanto por fazer, tanto por conhecer, por descobrir.Sinto que gostava, por um momento de ter coragem de abrir o meu coração e dizer tudo o que sinto, sem medo de me expor ou de me magoar, para que me pudesse conhecer ao menos uma vez. Sinto que ainda estava longe de esgotar todas as hipóteses, mas odeio que me tomem por parva e no calor da situação disse tudo o que pensava e o que senti naquele momento para justificar a minha atitude.
Se me perguntassem o que eu gostava, agora? que estivesses aqui...o que eu não dava para te ver entrar, para sentir que querias voltar e fazermos as pazes. Mas sei que o orgulho de que és feito não te levará a mim, mas ao teu egoísmo. E fecharte-ás em copas, á espera que passe o turbilhão de emoções que te assola.Era tão bom que me enganasse... Sei que podias não estar seguro, mas sei também que gostaste de mim, e que ainda sentes alguma coisa por mim. As vezes que hoje olhei para o telefone, as vezes que desejei ouvir a tua voz, a vontade de sentir o teu abraço, mas nunca passou de um desejo não realizado...
Neste momento são 7 da manha, acabo de voltar de uma noite gira, em que dancei e me diverti com dois amigos dos tempos de escola, daqueles que são como irmãos. Gente que me conhece olhou para mim e questionou-se com qual dos dois estaria a sair e qual quereria saltar-me para cima, o que não deixou de ser divertido porque somos demasiado amigos para o que quer que seja. Vi o Alfaiate! giro, como sempre, e um dos meus amigos pediu-me para o apresentar. Claro que não apresentei porque nem eu o conheço, mas cheguei ao pé dele e disse:" o meu amigo pediu-me para eu dizer quem era o Alfaiate, e aqui está ele!" estiveram 5 minutos a falar, tempo esse em que o ...se desdobrou em piropos e elogiou particularmente a análise sociológica com que o tipo observa a vida e as gentes.
Foi divertido, estive bem, lembrei-me inumeras vezes de ti, mas consegui não te ligar. Agora que chego a casa é que me custa mais. Não é só o frio dos 4 graus lá fora...é o frio que sinto em mim, das saudades que tenho já tuas. É o que me custa imaginar o bom que era entrar sorrateira na tua cama e aninhar-me em conchinha e aquecer o meu corpo gelado no teu ,já quente, de quem dorme tranquilamente há umas horas.
Era adormecer ao embalo do teu bater de coração e da tua respiração. Dói-me que não tenhas percebido o imenso potencial do meu amor por ti.Hoje tenho-o só para mim e não me serve de nada...

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Virus e afins

Contas feitas, de Dezembro até agora tivemos: Otite serosa, Rosilan para cima, infecção oportunista, antibiótico para cima,enxaquecas e Mononucleose infecciosa, Brufen 600 para cima, Gripe por cima disto tudo:ulcermin + paracetamol 1g + spidifen 600 + centrum + capsulas p cabelo + neosinefrina + zyrtec. ÃAhn??? boa dosezita de medicamentos não! a ver se me safo desta baixa de imunidade que a mim agora tudo me pega!!
Tou farta de pingo no nariz! farta de falar dazex! farta de fungar da narina direita que a esquerda tá entupida!farta de ver ranho verde! de sujar guardanapos pela casa e de me estar sempre a assoar!de pingar a máscara.De parecer uma miuda das beiras tal são as cores que as bochechas tomam. De ressonar! de respirar pela boca!dos macaquinhos secos no nariz, de não destinguir entre uma maçã e uma batata porque o sabor é igual!da tosse com expectoração, das feridas assadas nas narinas de tanto assoar!da voz rouca e desafinada! não mais! Bardamerda a isto tudo ! pronto, já me sinto melhor.

Perdoa o mal que fazem pelo bem que sabem - Parte 1

Homens. claro! Parte 1 porque serão infinitos os posts que posso por aqui a tentar descortinar o que vai na cabeça deles, e ainda assim será um mistério por desvendar!
por mais anos que passem, por mais que leia, por mais amigos homens que tenha, é impossível não ser, com frequencia, apanhada na curva e pensar " mas o que é que lhe passou pela cabeça??"É que se dizem que os homens são pragmáticos, objectivos e previsíveis, eu não sei porque é que tantas vezes não adivinhamos a sua reacção, ou o motivo pelo qual agem de determinada forma,e ficamos smplesmente a ver sermos fintadas e não percebermos patavina do que se está a passar.
Oiçam a história.Ela convida-o para passeio a dois, fim de semana.Ele aceita, pouco entusiasta, não faz alarde, consente. Ela porta-se "á gajo", não pressiona, não diz que é romantico, não há cá banhos com pétalas de rosa e outras paneleirices que afastam os homens e os faz ligar o sinal vermelho de ALERTA! perigo. compromisso,mulher apaixonada,relação de controlo...PRESSÃO. Nada disso. dois dias, para relaxar, carta branca para ele decidir o sitio que para ela tudo bem. ele diz que sim. Antevéspera da viagem. Ele liga e pergunta de forma subtil se ela ainda quer ir passear com ele, e responde ao porquê dela com um "é que a mim não me apetece especialmente!"ela controla-se, diz ok, aceita, amigo não empata amigo, e parte para outro programa. Ele percebe que ela faz a sua vida com ou sem ele, muda o registo. agora já quer ir, agora era só para saber se ela queria mesmo ir com ele.Agora quer ir muito, muito! Depois dizem que as mulheres são complicadas. vá lá saber-se porquê?!!

o nome da criança

Há gente que não tem noçao do peso que um nome pode ter!Lyonce Vikctoria! á primeira observação parece-me um grito da JuveLeo em latim, depois, quando ouvimos a pronunciação é uma mistura entre Beyonce e o Vitoria de Setubal, dito pelos setubalenses, "Viktorria".Ora já não chega a coitadita da criança ter uma mãe floribela e um pai Djaló de nomes artísticos? Será possível livrar-se da paródia que vai dar o seu nome na escola??Claaaro que não! vai ser associada a nome de cidade francesa, ao chocolate lion, Vik vaporub."Quem é a filha da luciana que quer ser como a Beyonce, quem é, quem é?? é a Lyonce!" Alguma vez a criatura poderá ser jornalista, ou advogada, ou arquitecta? claro que não, na melhor das hipóteses é artista de circo, cantora pimba ou muda mas é o nome que assim não vai longe.Muito menos poderá ser dirigente desportiva de um clube, principalmente se for o Benfica!o que seria...

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

faz hoje um ano

Faz hoje um ano, que estava na merda. Na merda mesmo.Há cerca de uma semana, mais especificamente 7 de janeiro de 2010, mudei o rumo ao meu destino amoroso e a minha vida deu uma volta de 180 graus. Há cerca de um ano, tinha a cabeça perdida e nem sabia muito bem o tempo que ia custar a sarar as feridas. estava ainda " a quente " com o que se tinha passado e vivia na triste ilusão de pensar que ainda tinha algum dominio sobre a situaçãoi.
Os meses seguintes foram longos,cansativos, até mesmo extenuantes. Hoje, passado um ano e bem resolvida comigo mesma e com o mundo posso dizer que estive no limiar de uma grande queda, mesmo , mesmo á beirinha do precipicio.Hoje, distanciada de tudo o que naquele tempo não podia sequer falar porque me fazia entrar num pranto descontrolado, consigo fazer uma leitura mais clara , fria e desprovida do envolvimento que outrora tive. Consigo fazer uma observação mais impessoal daquele episódio que marcou uma viragem na minha vida.

Neste ano, muitas foram as lágrimas que derramei, por tristeza, imcompreensão, desilusão e por não saber para onde devia caminhar. No fundo fiquei sem chão. Tudo aquilo em que acreditava, ainda que ás vezes não fosse o ideal do que tinha desejado para mim, em sonhos, caiu por terra de um dia para o outro, e com a responsabilidade de não poder perdeer o tino, porque tinha um bebe de 8 meses que precisava de mim, sã , presente e cheia de força para continuar.Foram tempos desoladores. ainda hoje, se pensar bem no que passou, dou por mim com os olhos cheios de láfgrimas, prontas a descer pela cara.Não por pena do que se passou, ou por não aceitar a alteração de tudo.Mas pelo que passei.

Naquele dia morreu uma parte de mim. E ainda que hoje esteja bem, resolvida e podemos dizer, feliz, aquela parte de mim que morreu não voltou mais. As cicatrizes deixadas foram tão profundas que o código genético da minha personalidade ficou eternamente alterado.
Nunca mais voltei a acreditar no amor , verdadeiro, puro, fiel, desprovido de jogos. nunca mais me lancei no precipicio da paixão sem olhar para baixo, sem antes medir a altura possivel da queda. Passei a agir com menos naturalidadae, mais a medo, para sentir que tenho tudo sob controlo, ou pelo menos a sensação que tudo está mais controlado, e se a vida der outra reviravolta já não sou apanhada tão flagrantemente na curva como fui.

Mas há um luto que se mantém. Eu gostava da menina pura que era. Da liberdade de espirito e coração com a qual me entregava as causas em que acreditava.Das gargalhadas que surgiam naturalmente em mim quando me apaixonava.De agir ao sabor da vontade, sem me preocupar com o que iam pensar ou dizer.
Eu amava de forma cega, com uma entrega total. Sem pensar no amanhã.

E se hoje me magoo menos? sim. Se calculo mais, se tento medir mais devagar cada passo que dou? claro. A dor que passei criou marcas na minha memória, e enquanto me lembrar dela, sou como as crianças, tenho medo.

Mas nem tudo são cravos. Se por um lado me entristece que tenha perdido o olhar encantado pela vida e a fé cega que o amor move montanhas, por outro lado cresci. Amadureci. sou mais mulher. Sei mais o que quero e o que não quero. E as minhas prioridades, principalmente uma e a maior. Pela qual nada me pode fazer resvalar.Talvez a menina que era fosse demasiado cega e assim seja mais facil atingir os meus objectivos, pensar mais em mim, seguir de forma mais clara o meu caminho e não me dispersar tanto cono que não é " realmente importante".

Talvez um dia tudo isto sejam cinzas ao vento. Estou bem. Ando feliz, mas ainda não voltei a acreditar na vida cor de rosa de antes. Quiçá um dia volte. quiçá...

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Criar

Há algumas pessoas, como eu, que raramente têm sossego quando estão sós e concentradas.Á parte das situações específicas em que o dever e as tarefas se impõem, nesses momentos as ideias surgem como um fogo de artificio , os projectos e coisas que gostaríamos de fazer urgem como necessidade primária e deixamos de ter sossego. Tanta coisa para fazer, tantas ideias para testar, tanta imagem e som a surgir ao mesmo tempo e tão escasso o tempo e a organização mental para processar toda esta parafernália de emoções abstractas que surgem quando menos esperamos. Há quem lhe chame loucura, há quem lhe chame inspiração. Não sei, sei que cada vez que me obrigo a parar de pensar e corto este fluir natural que em mim surge, é como se estivesse a desperdiçar uma fonte de imaginação que me permitiria fazer uma coisa que adoro e nos dias de hoje encontro muito pouco espaço e tempo para o fazer, que não aquele roubado ás minhas curtas horas de sono: Criar.E criar o quê? Quem tem verdadeiramente alma de artista, quem sente correr nas veias esse nervoso miudinho, não precisa de resposta a esta pergunta. A criação é a fotografia da mente do criador. A forma como assume corpo, pode variar, seja pela pintura, pelo desenho, através de uma escultura, ou qualquer tipo de arte plástica, por uma coreografia de dança, pela fotografia ou pela escrita.A criação é o momento através do qual se exorciza esse sentimento sem nome, essa inquietação e que aos olhos dos outros é normalmente uma obra de arte, um espectáculo ou apenas um devaneio. A beleza da arte, a meu ver, não se prende apenas com o sentido estético da obra ou no tentar imaginar o que será,quando é abstracta. A beleza é imaginar por onde deambulou a cabeça do artista para chegar ali, se terei sensibilidade ou percepção para o interpretar ou se intuitivamente e por nenhuma razão especial me fascina. Se a arte fosse tão definivel, se os seus padrões fossem regidos apenas pelos conceitos de estética, anatomia, cor, ou mesmo domínio da técnica seria impossível terem emergido alguns artistas. Se a dança e a musica fossem de forma paralela marcadas por este tipo de regras, não teria lugar a dança contemporanea ou a musica mais alternativa. Tudo isto porque a sensibilidade é unipessoal e intransmissivel. Mas criar não surge apenas como necessidade de por fim a essa sublimação do pensamento. Podemos criar apenas para nós, mas parte do exercício de criar é indissociável de uma certa vaidade, de um sentimento de expressão social que, por sua vez , depende da aceitação e se possível, aprovação de um outro, colectivo. Se no espectador existe, podemos arriscar, um certo voyeurismo, que se regozija ao consumir a arte, seja ela qual for, no lado oposto do artista existe algum exibicionismo envergonhado, que encontra , na arte em si mesma,o veículo como forma de se expor, de se despir e de mostrar a sua alma, sempre o objecto da sua criação.

É preciso saber a diferença entre ver e olhar.

E ter uma certa dose de loucura para me poder entender...Afinal,sou um bocadinho artista!

O Despertar desejado

Bom dia! hoje é das poucas vezes que tirei o dia para mim!bom mesmo era ter acordado ao teu lado e posto em prática alguns dos itens que citei há uns dias, só pelo prazer puro e duro e sem função util absolutamente nenhuma.Se não fosse o dia estar de sol, que teimava em não aparecer desde domingo, hoje era daqueles dias que me aguentava , sem grande esforço, de pijama ou semi, o dia todo, só para ficar no bem-bom, no roçar de calcanhares quentinhos, embrulhada entre cobertores e edredon e a viajar entre este mundo e o outro. Huummm, até já imagino o cenário...Tu, aparecias de mansinho, o quarto naquele lusco-fusco de luz que entra apenas por uma brecha de estor, o suficiente para ver o esboço do teu corpo, despias-te de forma subtil e entravas como um gato pelos pés da cama. Depois, é claro, enrolavamo-nos em conchinha, até aqueceres e depois tudo acontecia, o que não passo a descrever obviamente, porque isto é um blog e não daqueles romances eróticos de cordel nem nada que se assemelhe.Só sei que adormecíamos e depois eu voltava a acordar-te e depois repetia-se esta susessaõ de acontecimentos, sempre entre este estado meio cá, meio lá, entre a vigília e o sonho, espaço esse onde podemos imaginar e não sabemos depois muito bem até onde chegou a realidade...ADORO.Por sonho ou milagre, no final de tudo isto e sem horas porque os sonhos não têm horas, aparecia um senhor, bonito por sinal, que nos trazia uma bandeja com um pequeno almoço divino. ainda olhava para mim com um ar "guloso", mas eu sou uma menina de bem e estava noutra, por isso fiz-me de desentendida...enfim, dizem que se verbalizarmos os sonhos eles podem tornar-se realidade??? a ver vamos!!

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Obrigado

Dizem que hoje é o dia internacional do Obrigado. Ia no carro quando ouvi isto na comercial.Passado uns instantes, foi inevitável pensar, se me tivesse que despedir hoje mesmo, a quem teria eu de agradecer? ou melhor, não teria de, mas sentiria-me na obrigação de agradecer? Pois bem, amanhã espero cá estar, não me ter caido nenhum vaso na cabeça, não ter tido nenhum AVC, nem nenhum amante enfurecido me ter tirado a vida em algum quarto de hotel...ainda assim, fica uma pequena nota de agradecimento,não vá nunca mais ter oportunidade de o fazer... "just in case"

Não pensei muito a quem ou como agradecer. As palavras foram fluindo com naturalidade, porque num momento de despedida ou agradecimento penso que temos de deixar o coração falar. A ordem dos agradecimentos pode ser , talvez, cronológica, mas não define em si a importancia, maior ou menor das pessoas que vão sendo citadas.Começo por agradecer a Deus. Sem Ti nada disto seria possível.A pessoa que construí em mim, desde tenra idade, foi esboçada por Ti desde o primeiro minuto da minha concepção. Apenas a tua omnipresença tornou possível que me transformasse na pessoa segura que sou e em ti confiasse nos momentos mais decisivos da minha vida, ainda que de uma forma peculiar, ainda que por vezes como filha pouco presente.Obrigado por nunca me teres deixado perder o caminho.
Em segundo lugar agradeço aos meus avós e de forma mais directa aos meus pais. Obrigado avô,se o céu existe, acredito que esteja aí. Obrigada por tudo aquilo que nunca tive a oportunidade e o tempo de lhe dizer. Obrigada pelos passeios na praia, pelas corridas a beira mar, obrigada por me ensinar a andar de bicicleta!obrigada pelo "micundinho-miudinho", pelas caixas de chiclets quardadas para momentos especiais na segunda gaveta do roupeiro, obrigada pelos livros de historias e animais da selva que ainda hoje recordo quando os mostro á minha filha. Obrigada, por ter sido o pai que ás vezes o meu pai não conseguiu ser.Obrigada avó, pelo colo, pelos segredos cumplices escondidos da mãe, pelos bolos e tachos rapados, pelas canções que me ensinava a trautear, obrigada pelas infinitas ajudas em alturas de crise de massa, pelas queixinhas que fazia da mãe, pelo amor infinito.
Ao meu pai também tenho de agradecer. Senão fosse a sua personalidade instável, não teria sido uma adolescente normal, sem nada com o que me revoltar. Obrigada por tudo. Mesmo os piores momentos, permitiram que eu crescesse e soubesse lidar com as dificuldades da vida desde muito cedo e me tornasse uma mulherzinha.Obrigada pelo seu amor, só há muito pouco tempo aprendi a valorizá-lo,por ser diferente na forma de expressão, mas não menos importante e valioso. Obrigada por ter sido o maior desafio dos meus anos de juventude,por ter sido através de si que aprendi a aceitar que cada um é como é e não conseguimos, nunca , mudar ninguém.Obrigada pelo seu mimo, de forma diferente, pela sua doçura, tolerancia e disponibilidade, nunca aproveitados por mim.
Aqui tenho de mudar de parágrafo...Ela merece um á parte.Nem sei o que diga.Penso que não há palavras neste blogue, na minha cabeça ou adjectivos no dicionário, que definam, descrevam ou encerrem em si próprios tudo o que seria possivel descrever para agradecer o seu papel na minha vida. Se há alguém a seguir a Deus é Ela.Obrigada por Tudo, e tudo é mesmo tudo.O que fui, o que sou e com certeza o que ainda serei...Nada, mas Nada seria como é, nem eu seria o ser humano que sou, se por trás de mim não existisse uma pessoa como Ela. Sem me querer extender, penso que seri injusto não dizer apenas algumas coisas. Obrigada pelo amor, cumplicidade, amizade, disponibilidade, devoção e apoio incondicional com que me brindou Sempre. E mais não consigo, porque é tão injusto pensar que é possivel exprimir o que sinto por palavras que prefiro ficar-me por aqui. As lágrimas correm-me pela cara só se imaginar um mundo sem a sua presença.Obrigada Mãe.
Obrigada aos meus amigos.Porque por mais anos que passem, por mais chata que me torne, rezingona e com mau feitio, sei que estarão lá para mim. uma mão cheia deles, não preciso de mais. Poucos, mas os melhores do mundo.Obrigada pelas lágrimas que partilhamos, pelos momentos eternos, pelas musicas que me recordam, pela vossa presença em todos os pequenos e grandes momentos, por estarem sempre no meu pensamento e coração, por poder dizer-vos bom dia todos os dias, bonita ou feia, com tempo ou sem, sem fartar, sem ser demais, sem ter de jogar aos jogos dos amores.Obrigada por me aceitarem sem dar nada em troca, de forma nua, transparente a a pessoa que sou.Não há nada no mundo que vlaha mais que isto, serem a familia que escolhemos, os laços que nunca quero quebrar. Obrigada pelas gargalhadas, bebedeiras e parvoíces, sem voçês a vida era muito mais dificil de levar...
Obrigada ao Tiago, por ser o irmão que nunca tive e nunca precisei de ter, porque ele foi sempre o irmão emprestado melhor do mundo1 obrigada pela paciencia, pelas bofetadas em pequeno, pelas lutas e beijinhos e segredos e tudo o que partilhamos , hoje e sempre com muita amizade, amor e cumplicidade.
Por ultimo e não menos importante, como foi dito no inicio, obrigada ao meu bébé.Será sempre o meu bébé. Porque só depois de ser mãe percebi o verdadeiro sentido da palavra tolerancia, paciencia, e amor incondicional. Porque apenas os filhos dão sentido a todo este percurso, porque nos fazem ser e querer ser cada dia seres humanos melhores. Obrigada por teres enchido a minha vida de sorrisos e por teres desorganizado que estava organizado demais.Obrigada por me teres ensinado a conhecer a minha interminável capacidade de amar.Obrigada por me fazeres sonhar e em ti projectar todos os sonhos que possa um dia não vir a concretizar. Obrigada por seres um ser adorável e a razão pela qual, a continuar assim, chegará a vida que tenho para me sentir sempre amada e motivada a viver. Obrigada por seres a maior e mais bonita fonte de inspiração que alguma vez senti, para escrever , pintar...criar, cantar...enfim, obrigada por seres um milagre real, a materialização de tudo aquilo que um dia gostaria de ter criado, se pudesse por um instante ser Deus. Não teria criado obra mais perfeita.
agradeço a todas as pessoas que de forma mais intensa marcaram a minha vida.Não valeria a pena enunciar nomes, provavelmente as mais importantes pertencem, hoje, ao grupo dos amigos.

Resta o denominador comum a todas...

OBRIGADA

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

exponoivos




Descobri hoje que há uma coisa chamada expo noivos e fiquei abismada!quem, no seu perfeito juizo vai a uma exposição destas, como quem vai ao ikea para comprar a casa toda? mais me surprendeu quando há quem concorra para ganhar o bilhete diário que custa apenas 7,5 euros( ainda pagamos?). Até admiro a ideia, já que do ponto de vista funcional, é realmente prática. Uma pessoa chega a um sitio destes e tem o PACK! numas horitas casa-se estilo las vegas! arranja catering, sitio, alianças e vestido de noiva!daqueles vestidos ao estilo Elsa Barreto ou ana souza!E pronto! o que ficava mesmo bem á porta de uma coisa destas era uma agencia matrimonial onde se inscrevessem todas as canastronas e canastrões encalhados, mas ainda assim com sonho de se casar um dia! aposto que era negócio feito! já estou a ver a sairem dali direitinhos para as compras todos felizes. Sim, o que se compra mais neste sitio? a lua de mel,a musica para a festa e ainda.....as lembranças!! sim! aquelas lembranças que TODOS adoramos!os cestinhos, as fotos dos noivos, o bolinho em miniatura, o azulejozito com o nome dos canastroes. tudo pode ser lembrança!gostava de saber quem foi o anormal que disse que se deviam dar lembranças no casamento! é que aquelas porcarias nem dão para reciclar nas festas de amigo secreto! servem pura e simplesmente para os igualmente pirosos casais arranjarem uma 2 vitrine" em casa e porem lá todas as lembranças dos casamentos dos amigos! que bonito!e colecionarem lembranças!pois bem, isto também há na exponoivos! e é tão bom que sorteiam bilhetes familiares para 4 pessoas! para os casais fofos levarem os respectivos sogros,ou os amigos que também vão casar ou um de cada,que ainda se safam e se casam por lá também, á expo ver a feira e ajudar a escolher a lua de mel, se vão para a riviera maya ou para porto de galinhas!por amor de Deus! Se algum homem me levar para esta feira algum dia, JURO que sei a resposta que vou dar no altar! " já eras...lembrança!!!"

o meu diário

Quando era miuda adorava diários. Tinham sempre cores pirosas, tipo cor de rosa clarinho, azul bebe ou verdinho menta, e cheiravam bem. Eram perfumados como as cartas dos namorados do século passado, mas eu achava o máximo. Realmente eu era uma alien do meu tempo. Adorava estas pirosices bota de elástico. Estrear um diário era um exercicio sublime. Escolhia a caneta,obrigatoriamente de tinta permanente, e desenhava a letra com esmero. este entusiasmo durava no máximo uma semana, ao fim da qual já pouco me importava com a caneta e esquecia-me de escrever, porque, sabe-se lá, tinha imensa coisa para fazer, e como criança que era, outras coisas mais engraçadas passavam a ser prioridade.no final de um periodo em que me esquecia dele, lá voltava a escrever com peso na consciencia, e fazia tipo uma sessão intensiva de vários dias, ou resumia todas umas férias. Claro que não é esse o objectivo do diário. O que eu não sabia ainda, é que serve exactamente para aquilo que hoje ainda gosto de fazer. Escrever, deixar-me levar, contar e partilhar a minha vida, as minhas historias, umas de rir, outras de chorar, as minhas inseguranças e medos e outros tantos episódios desta vida, que um dia já teve o nome de maravilhoso mundo de... Mas hoje penso que era uma delicia. esses diários, ainda que hoje sejam bocados esparsos sem continuidade de historia, são apetecíveis. Ler os sonhos que tinha, as coisas que aspirava ser, os episódios de vida que me preocupavam e nos quais hoje daria uma gargalhada, tornam-nos potenciais livros tabu, sobre a minha pessoa. Uma especie de resumo: como tudo começou nesta cabeça e como se transformou. quem os lê consegue perceber uma parte da minha complexa personalidade, e a densidade que tem. Hoje encontro neles poemas, versos, historias, e trato as minhas agendas, como adulta que sou, um pouco da mesma forma que os tratava na infancia. Contudo, o cheirinho perfumado a flores ou pó de talco, que sinto quando fecho os olhos, o fio de seda que marcava o dia, os desenhos em cada folha e a minha letrinha desenhada com tempo de criança, as dedicatorias que faziamos entre amigos no final de cada ano e das ferias, como se uma despedida final se tratasse, os autocolantes e desenhos,os "tôs" do bollicao, as graçolas e versos a rimar a martelo dos amigos e as fotos das estrelas, não estão lá...as melhores amigas e os apaixonados, as viagens de estudo...são outras!
Mas valeu a pena escrever um diário.É uma viagem de retorno a esses tempos e cada vez que os abro sinto que volto 20 anos atrás, como se nunca tivesse deixado de ser aquela menina de oculos e laçarote na cabeça, pura, apaixonada e deslumbrada por tudo o que o mundo tinha para lhe oferecer.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Confissão

Acendo uma vela. Estou a deixar de fumar e por isso não me posso render já á tentação de fumar um cigarro, na tentativa que o seu fumo me inspire a escrever mais e melhor. Mas a verdade é essa. os vicios são fodidos. a vela é bonita, cheira bem, a luz é reconfortante e quente, mas não me inspira. O cigarro passou a ser , desde os tempos de faculdade, um amigo de poucos momentos, mas bons. Amigo destes momentos de inspiração, em que escrevo , desenho, pinto ou simplesmente medito. sim, porque é preciso saber parar, perder tempo para parar, reduzir horas de sono para parar. Mas se nunca parasse nunca chegaria a lado nenhum. Deixarme-ia levar ao sabor do vento e das marés, sem objectivos e sem rumo.Se ás vezes é mesmo isso que quero, na maioria das vezes sinto que tenho de comandar atenta o meu navio, gosto de saber para onde vou, e que caminho quero escolher.

Para variar estou com a minha nostalgia de inicio de ano. Aquela que afecta aqueles que têm demasiados sonhos e projectos, aqueles que não lhes falta vontade e gana para encetar a escalada pelo caminho mais dificil, mas os mesmos, que depois concluem, que há coisas na vida que tem de ser doseadas, que o dia continua a ter 24 horas e não será posiivel este ano de novo por em prática tudo o que querem. Aqueles que lhes falta um pouco de organização e calma para esboçarem uma estratégia como forma de abarcar tudo, em vez de quererem abarcar tudo ao mesmo tempo sem estratégia nenhuma.
Mais uma vez tenho a minha sensibilidade á flor da pele. a vontade de criar é um demónio que me consome. Chega a roçar a luxuria, tal é o prazer que circula pelas minhas veias quando o faço. Tenho uma energia inata que preciso extravasar!seja pela dança, pelo teatro, pela pintura ou desenho...é como se apenas assim fosse possivel exorcizar este demonio, como se depois deste "boom" de energia e ideias e movimento e cor, apaecesse uma calma tranquilizante.Só assim me liberto verdadeiramente e me encontro.
Há apenas uma coisa que me mantém ao longo dos anos distraída, qual psicopata distanciado do "teaser"...muito trabalho ou muito desporto. É a unica forma de não pensar, no que poderia dançar, pintar, criar, inventar...
o problema é esse. Este ano adoraria fazer uns cursos na minha área, adoraria fazer 2 viagens, gostaria muito de me inscrever num curso de pintura ou fotografia, adoraria fazer uma aula, pelo menos de dança semanal, treinar quase todos os dias e adoraria acabar o meu doutoramento. Esta ultima não se mistura com as demais. é apenas um projecto inacabado, que gostaria de por um ponto final. Odeio deixar coisas a meio.
O desporto tem aqui uma função terapeutica. Por um lado as endorfinas enchem-me de energia e boa disposição, por outro é libertador de tensões e um fabuloso antídoto ao stress. A cabeça desliga e voa para longe de qualquer problema.

Chegamos por isso ao momento da nostalgia. Há que escolher! "oh mae mas eu gosto tanto de tudo...", e uma vez mais concluo que há projectos de igual importancia que são uma vez mais adiados, gostos que serão passados para segundo plano e um sem numero de coisas que não sei se algum dia conseguirei conciliar e realizar. É aqui que fico triste. Mas entretanto já exorcizei parte do meu vicio criativo. Acabo de metralhar estas linhas á velocidade que as ideias saiem do meu pensamento, á velocidade que se criam castelos na minha cabeça.

Um dia faço curto-circuito e pronto, dou em maluquinha. Mas é tão divertido. No fundo no fundo, adoro escrever. E adoro ser assim. Eu sei, não sou boa da cabeça, pois não. Não sou equilibrada, pois não, mas...who cares??sou feliz assim. Antes assim que oca e vazia de planos, projectos ou vontades. Adoro esta massa cinzenta que não pára e peço a deus que não páre nunca. Se há coisa que tenho medo, mais que não concretizar os meus planos de vida, os meus sonhos ou objectivos,é disso. Que um dia fique reduzida á imbecilidade. Meu Deus,se algum dia for "esse dia", tira-me uns neurónios e a lucidez. Serei Burra e oca, mas ainda ssim serei feliz.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Desconhecido


Assim és tu.Desconhecido.
Apareceste na minha vida vindo do nada e sem razão.És ás vezes taciturno e demasiado calado, mas talvez parte do teu encanto resida nesse halo de mistério que paira sobre ti. Ou não...sabes, o mistério ás vezes associa-se ao inseguro, fora de pé, desconhecido.
Eu tenho medo de estar muito tempo fora de pé. Eu gosto de aventura, gosto de arriscar. Mas gosto de pisar firme quando preciso.
Tu és o desconhecido. Não sei porque vieste, nem quando vais, não sei se queres ficar ou ir, se estás feliz, ou se estás apenas a apreciar a viagem. Mas não te preocupes. Eu também não. No fundo, eu gosto de aventura. Dá-me alguma pica.

Ausentas-te e a tua mente foge de mim para longe, nem a posso vislumbrar. Mas não faz mal. Tu és assim, desconhecido. E o teu encanto, sei agora, reside nisso também, em imaginar porque caminhos andarás...e se esses mesmos caminhos, se cruzarão com os meus. Um dia,Quem sabe? olharei para ti e verei tudo mais claro e trasparente, até lá, deambularei neste nevoeiro doce do teu ser, sem nunca me perder,tentando-te encontrar...

Pequenos grandes prazeres

Hoje é dia de reis!inicio do ano, tempo de já ter feito o balanço do ano que passou, aprender com os erros e projectar novos desafios.É impressionante a velocidade com que corre o tempo, a velocidade em que nos perdemos a planear e tão poucas vezes a concretizar astarefas para que nos propomos. No final fica um vazio se não o fizermos e a sensação que em algo falhámos. Hoje, enquanto folheava um livro que diz respeito aos pequenos e simples prazeres da vida, dei-me conta de que tudo o que é realmente bom, não tem explicação, é bom porque é bom e pronto. e que a maioria dessas coisas, não se compram e não têm preço, basta querermos tê-las ou revivê-las e já está. assim, deixo uma lista das coisas que me dão prazer fazer. quase todos estes prazeres foram considerados pecaminosos para a sociedade de outrora, por nada acrescentarem, por não gerarem conhecimento ou fortuna, mas o prazer imedito que temos com estas pequenas coisas é o motor que alavanca a nossa vontade e força que nos faz lutar pelo resto da vida, por isso, aproveitem cada segundo. Hoje, agora! sejam crianças, brinquem , arrisquem, façam uma vez na vida o que vos der na real gana e sejam felizes!

Pequenos prazeres da vida:

correr á chuva sem fugir dela, deixar que nos molhe por completo
nadar nu no mar
cócegas
rebolar na areia tipo croquete
olhar as ondas e o cheiro do mar
uma luta de almofadas
cheiro a pão quente
espreguiçar
um banho de imersão acompanhado de copo de vinho,boa musica e velas ( de preferencia em boa companhia)
fazer amor numa manhã de fim de semana meio a dormir
enrolar-me num cobertor a ver um filme em dia de chuva
dormir a ouvir a chuva
comer o miolo do pão, só
ver um por do sol
dormir na praia num fim de tarde
fazer a sesta
fazer bolas de sabão
uma bela massagem
cafuné
atrasar o despertador de manhã para dormir mais 5 min, e depois mais 5
o cheiro a terra molhada e relva recem cortada
o cheiro a lareira
molhar palitos em chocolate quente
uma cama já quentinha num dia de frio
beijos bons
fazer uma sesta num barco á vela ou parado
andar de carro num dia de verão á noite, bem quente, com o vento quente a tocar-nos
dançar, muito
contemplar um quadro
e tantos, tantos outros