Há dias como o de hoje, em que nada aconteceu de especial, mas que foi o suficiente para ter o tal clic. Fico instrospectiva, meio perdida, sem saber muito bem qual é o meu caminho.Dias que não sei se o melhor caminho é a saída ou a entrada, a teimosia ou a fuga, dias cinzentos de alma. Não me sinto com energia para dar o grito do ipiranga, mas por outro lado há uma parte de mim descontente, exigente e frágil, que não se adapta a situações mal definidas ou pouco felizes e que procura em cada dia uma mudança para melhor e se debate por outro lado com uma personalidade que está conformada e ainda na expectativa, crente ainda de poder vir a ser surpreendida. É esta mesma dualidade que me define e me martiriza. A da indefinição, a da duvida entre agir e não agir, entre actuar e arrepender-se, entre acreditar e desistir, entre deixar o tempo andar para encontrar respostas ou nao perder mais tempo naquilo que não merece e que, sei eu, bem lá no fundo, não se irá desenrolar como eu gostaria, mas ainda quero acreditar que sim. No fundo , no fundo, sou uma romãntica, sonhadora, que não quer aceitar a realidade nua e crua como ela é. Que aprende lentamente com os próprios erros. No fundo odeio perder, perder a fé nas pessoas, na sua capacidade de me fascinar, de me prender e surpreender, perder a fé nas relações e nos sentimentos. Mas mais que tudo, o que alimenta esta minha personalidade é não querer perder a fé no Amor, no amor verdadeiro, descomplicado e puro, de duas pessoas que se querem, para além das inumeras qualidades que possam reunir, para além das inumeras compatibilidades que possuam ou de um mar de afinidades que as unam, que se querem porque sim. Porque há um sentimento ou uma força maior, que a própria razão desconhece,que mantém aquela chama acesa e faz parecer o acto de amar na coisa mais fácil e simples do mundo. Sem filmes, sem medos, sem jogos. Aquele em que no dia que deixarmos de acreditar podemos magoar-nos menos, mas que vai tornar a vida muito mais morna e insípida. O amor que nos faz revelar o melhor que há em nós. É este que faz o mundo girar! É por este que quero correr. Afinal é já um princípio, saber-se onde se quer chegar, só falta encontrar o caminho. Enfim, devaneios típicos de uma pessoa como eu...
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