Hoje este post é dedicado ao Alfaiate.
Sempre pensei que a arte é um conceito muito vasto, mas que em si, leva sempre e invariavelmente á interpretação da criatividade do artista, á materialização do seu pensamento e inspiração, o que pode gerar variadas interpretações e opiniões,mas que sempre, e repito sempre, deve causar algum tipo de impacto em quem a vê.
É esse o objectivo da arte. Por parte de quem cria, um exercício de extravasamento interior, de explosão criativa, de partilha com os demais. Há sempre uma face exibicionista do artista que quer ser reconhecido pelos seus pares. De bom exibicionismo. Por outro lado, da parte de quem procura, vê ou recebe, há sempre uma busca de inspiração, ou de aprender alguma coisa,tentando entrar na cabeça e alma do artista e tentar "ler" o seu pensamento, a sua visão criativa.
O Alfaiate Lisboeta, não é um mero fotógrafo, aliás, penso que como fotógrafo tem, por vezes, detalhes técnicos que alguém que fotografe consegue perceber que não estão perfeitos. Ás vezes longe disso. Mas o seu objectivo naõ é, a meu ver, esse. Aquilo que passa é muito mais que detalhes como se a fotografia tem ou não boa profundidade de campo, se o ponto de focagem está ou não bem centrado, ou se a abertura é a ideal...
A sua visão vai muito mais além e é nesse encanto que reside o seu trabalho. A capacidade de, através de uma fotografia nos passar a sua visão, sociológica, critica, ou simplesmente receptiva da diversidade de estilos, pessoas, atitudes que nos chegam através da sua objectiva. A capacidade de encontrar encanto numa figura humana e não saber explicar porquê.Ou de saber verbalizar porquê.
A riqueza do trabalho é multifacetada. Ir ao seu blogue é um exercicio criativo, ao tentarmos perceber o que lhe passou pela cabeça ao fotografar determinada pessoa, ao tentarmos nós fascinarmo-nos com o mais pequeno detalhe da fotografia, ao tentar absorver o "mood",ou a onda de quem é fotografado e que vai muito para além da qualidade do fotógrafo ou da roupa dos modelos...
Mais, hoje posso dizer que as suas fotografias espelham muito mais que uma análise de moda ou sociológica...espelham emoções.E digo-o por experiencia própria, ao ver as minhas, naquela noite, tão bem registadas naquela fracção de segundo. Afinal é disso que se trata quando procuramos a arte, seja ela apresentada em que forma for. A capacidade de sairmos da nossa zona de conforto, de nos questionarmos, de nos provocarem emoções diversas. Parabéns Zé! Podes não ser o melhor fotógrafo do mundo,mas captas a alma alheia como ninguém! Tens,de forma absoluta, o "je ne sais quoi" necessário a quem quer ver mais além...Eu chamo-lhe genialidade!
a capacidade de fazer jus, sem alguma dúvida,á máxima:" uma imagem vale mais que mil palavras"
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