
Perdida nas tuas ruas,
encontro-me em cada esquina,
em cada beco, em cada canto,
em cada muro assinado,
em cada pÔr do sol no tejo espelhado.
Fascinada pela luz rosa que os meus olhos invade
sou como borboleta encantada.
E, pela prosa,
em ti percorro
caminhos iguais
que cada dia têm algo de novo.
Tens a capacidade de me fazer transbordar a alma e gritar em silencio
e quando te vejo tao nua,
erguida sobre as margens do rio
naquela luz tão tua,
abraço-te nessa imensidão e inundo os meus olhos de Tejo.
Cheiro a maresia das tuas margens
oiço o fado debaixo da ponte...
e aos poucos, deixo o imenso sol finar-se nas tuas águas
para que a lua te cubra com o seu manto de veludo...
e sejas , de novo, inspiração
dos poetas, génios e amantes
ou todos os demais seres errantes
que por ti se apaixonam ser perceber que és tudo,
E a quem, subtilmente, roubas a Razão.
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