Faz hoje um ano, que estava na merda. Na merda mesmo.Há cerca de uma semana, mais especificamente 7 de janeiro de 2010, mudei o rumo ao meu destino amoroso e a minha vida deu uma volta de 180 graus. Há cerca de um ano, tinha a cabeça perdida e nem sabia muito bem o tempo que ia custar a sarar as feridas. estava ainda " a quente " com o que se tinha passado e vivia na triste ilusão de pensar que ainda tinha algum dominio sobre a situaçãoi.
Os meses seguintes foram longos,cansativos, até mesmo extenuantes. Hoje, passado um ano e bem resolvida comigo mesma e com o mundo posso dizer que estive no limiar de uma grande queda, mesmo , mesmo á beirinha do precipicio.Hoje, distanciada de tudo o que naquele tempo não podia sequer falar porque me fazia entrar num pranto descontrolado, consigo fazer uma leitura mais clara , fria e desprovida do envolvimento que outrora tive. Consigo fazer uma observação mais impessoal daquele episódio que marcou uma viragem na minha vida.
Neste ano, muitas foram as lágrimas que derramei, por tristeza, imcompreensão, desilusão e por não saber para onde devia caminhar. No fundo fiquei sem chão. Tudo aquilo em que acreditava, ainda que ás vezes não fosse o ideal do que tinha desejado para mim, em sonhos, caiu por terra de um dia para o outro, e com a responsabilidade de não poder perdeer o tino, porque tinha um bebe de 8 meses que precisava de mim, sã , presente e cheia de força para continuar.Foram tempos desoladores. ainda hoje, se pensar bem no que passou, dou por mim com os olhos cheios de láfgrimas, prontas a descer pela cara.Não por pena do que se passou, ou por não aceitar a alteração de tudo.Mas pelo que passei.
Naquele dia morreu uma parte de mim. E ainda que hoje esteja bem, resolvida e podemos dizer, feliz, aquela parte de mim que morreu não voltou mais. As cicatrizes deixadas foram tão profundas que o código genético da minha personalidade ficou eternamente alterado.
Nunca mais voltei a acreditar no amor , verdadeiro, puro, fiel, desprovido de jogos. nunca mais me lancei no precipicio da paixão sem olhar para baixo, sem antes medir a altura possivel da queda. Passei a agir com menos naturalidadae, mais a medo, para sentir que tenho tudo sob controlo, ou pelo menos a sensação que tudo está mais controlado, e se a vida der outra reviravolta já não sou apanhada tão flagrantemente na curva como fui.
Mas há um luto que se mantém. Eu gostava da menina pura que era. Da liberdade de espirito e coração com a qual me entregava as causas em que acreditava.Das gargalhadas que surgiam naturalmente em mim quando me apaixonava.De agir ao sabor da vontade, sem me preocupar com o que iam pensar ou dizer.
Eu amava de forma cega, com uma entrega total. Sem pensar no amanhã.
E se hoje me magoo menos? sim. Se calculo mais, se tento medir mais devagar cada passo que dou? claro. A dor que passei criou marcas na minha memória, e enquanto me lembrar dela, sou como as crianças, tenho medo.
Mas nem tudo são cravos. Se por um lado me entristece que tenha perdido o olhar encantado pela vida e a fé cega que o amor move montanhas, por outro lado cresci. Amadureci. sou mais mulher. Sei mais o que quero e o que não quero. E as minhas prioridades, principalmente uma e a maior. Pela qual nada me pode fazer resvalar.Talvez a menina que era fosse demasiado cega e assim seja mais facil atingir os meus objectivos, pensar mais em mim, seguir de forma mais clara o meu caminho e não me dispersar tanto cono que não é " realmente importante".
Talvez um dia tudo isto sejam cinzas ao vento. Estou bem. Ando feliz, mas ainda não voltei a acreditar na vida cor de rosa de antes. Quiçá um dia volte. quiçá...
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