segunda-feira, 13 de junho de 2011

"We cannot escape from each other": Alma despida


Como bruma nocturna, leve e sedosa,
insinuaste-te, e caprichosa,
enevoaste os meus sentidos.
Entraste, sem pedir, no meu pensamento
e passaste a ser música, momento vivido,
memória inconstante do que não se viveu.
Promessa, fantasia, conversa escondida. A voz que ecoa na sala vazia. O beijo
de desejo que ainda não se deu.

A minha alma despida por um gesto teu.

E ver-te escapar-me das mãos, como água que flui lentamente e segue o seu caminho, ver-te sair, de mansinho
fez-me cravar as unhas, parar,
questionar o aqui e o agora e talvez... constatar:
Sem querer estavas lá.
Não me deste hipotese de escolher. Não me permitiste que te quisesse apagar.
Tive de me render...

Perdida e encontrada,em mim
Consegui impedir, que toda a água fluísse, que tudo se escapasse, e pela cauda prendi-te, na esquina da tua fuga, como se nada se passasse.
E assim recuperámos o tempo perdido,
os beijos adiados,os projectos por sonhar...

Voltaste suave
Voltaste sempre, seguro e gentil,
como se nunca tivesses deixado de estar,
como se apenas estivesses estado calmamente,
e em algum momento, latente,
á espera do meu despertar!

Sem comentários:

Enviar um comentário